domingo, 2 de dezembro de 2018

Piaget

"Além de definir os quatro estágios do processo de desenvolvimento, Piaget identificou algumas facetas fundamentais demandadas em cada fase: assimilação, acomodação e equilíbrio. A assimilação é o processo pelo qual incorporamos novas informações em esquemas já constituídos. A acomodação é requisitada quando, durante o processo de assimilação, descobrimos ser necessário modificar conhecimentos ou habilidades anteriores."

"... Piaget acreditava que a educação deveria motivar as pessoas a criar, inventar e inovar e desencorajá-las a se adaptar e seguir regras preestabelecidas à custa da imaginação."

" Os educadores não devem insistir em uma maneira única de fazer ou entender algo, asseverava Piaget, mas incentivar os processos naturais de aprendizado das crianças."

"... Piaget defendia que o aprendizado se dá de forma ativa, e não apenas por observação passiva, e que os professores devem levar isso em consideração."

"Tal como acontece no desenvolvimento intelectual, Piaget acreditava que as crianças se desenvolvem moralmente em estágios e, na maior parte do tempo, de forma autônoma. O verdadeiro crescimento moral não deriva de instruções dos adultos, mas das próprias observações dos pequenos sobre o mundo."

"As crianças só entendem de verdade o que elas próprias inventam." Jean Piaget.

Jean Piaget. O Livro de Psicologia.

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O Novo

"Incentivar o tempo todo o aluno na sua criatividade e na sua imaginação. Porque o objetivo da educação é criar homens e mulheres capazes de fazer coisas novas."

"Piaget, ao estudar as crianças, porém, percebeu que, para elas, a linguagem tinha uma importância menor e o mais importante eram suas próprias atividades."

"Educar significa, para a maioria das pessoas, tentar fazer com que as criança se assemelhe ao adulto típico da sua sociedade." Jean Paiget.

"Piaget concluiu, portanto, que é a ação, e não a interação social, que provoca o raciocínio nesse estágio." 

"O saber é um sistema de transformações que se tornam progressivamente adaptadas."

"O primeiro estágio proposto por Piaget é o sensório-motor, que engloba os dois primeiros anos de vida. Durante esse período, as crianças aprendem sobre o mundo basicamente por meio dos sentidos (daí o sensório) e da ação e movimentação físicas (motor). A criança nesse estágio é egocêntrica, só consegue enxergar o mundo a partir do seu ponto de vista."

"Quando começa a desenvolver autoconsciência, a criança já possui as ferramentas do pensamento representativo e pode desenvolver e usar imagens, símbolos internos e linguagem. Tudo isso faz parte do segundo estágio, pré-operacional, em que o interesse fundamental da criança é aparência das coisas."

"A capacidade de pensar logicamente é ainda limitada, e a criança continua egocêntrica, incapaz de observar as coisas pela perspectiva do outro."

"No quarto estágio - o operacional formal - as crianças começam a manipular ideias (além de objetos) e são capazes de raciocinar com base apenas em afirmações verbais. Não precisam mais da referência de objetos concretos e podem acompanhar um raciocínio. Começam a pensar hipoteticamente; e esse novo poder de imaginação, bem como a capacidade de debater ideias abstratas, revela que estão menos egocêntricas."

Jean Piaget. O Livro de Psicologia.



domingo, 25 de novembro de 2018

Comunicação Não-Verbal

     "Nos primórdios da raça humana, antes da evolução da linguagem, o homem se comunicava através do único meio de que dispunha: o não-verbal. Os animais ainda se comunicam desse jeito e muitos deles conseguem trocar informações com um alcance bem mais amplo do que era possível imaginar até há bem pouco tempo atrás. De certa forma, o comportamento não-verbal do ser humano é extremamente parecido com o comportamento necessariamente não-verbal dos animais, sobretudo com o de outros primatas. Algumas coisas ainda comunicamos da mesma forma que os animais, mas desde o advento das palavras já não temos mais consciência disso.
      Recentemente, os etologistas começaram a estudar, analisar e a comparar os sistemas de comunicação do homem e dos animais. Seus métodos e suas descobertas têm tido influência cada vez maior sobre os cientistas que cuidam da comunicação não-verbal. Já houve sugestões, inclusive, para que todo esse campo fosse chamado de etologia humana.
      O etologista é, basicamente, um biólogo, mas um biólogo que se preocupa, em particular, com o comportamento que permite ao animal adaptar-se ao seu meio ambiente, incluindo-se aí o meio social composto por outros membros da espécie. Quando sua atenção se volta para o ser humano, o etologista pergunta: Até que ponto se pode entender o comportamento do homem como um produto do processo evolutivo?"

A Comunicação Não-Verbal. Flora Davis.
Summus Editorial.

Reflexão: A comunicação verbal está continuamente sendo sobrecarregada de conteúdo passional, das escolhas passionais de cada indivíduo. Ou seja, para uma espécie de resolução política diante de um acordo político, a comunicação verbal parece não ter mais grande valia. Pois muitas vezes, guardamos nosso rancor ou ódio passional diante de um adversário, que originariamente poderia ser um aliado. A escrita, por mais erudita que seje, possui uma qualidade de comunicação dos animais. Ela também é uma maneira de comunicação e expressão sem haver o discurso verbal, em que na maioria das vezes, ao invés de fragmentar, serve apenas para desfragmentar, causando rivalidades e inimizades inóspitas.



sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Acesso à mente humana

"... A consciência de acesso possui quatro características óbvias. Primeira, temos noção, em vários graus, de um rico campo de sensações: as cores e formas do mundo à nossa frente, os sons e odores que nos envolvem, as pressões e dores em nossa pele, ossos e músculos. Segunda, porções dessas informações podem incidir no enfoque da atenção, ser introduzidas e retiradas alternadamente na memória de curto prazo e alimentar nossas cogitações deliberativas. Terceira, as sensações e pensamentos apresentam-se com uma qualidade emocional:  agradável ou desagradável, interessante ou repulsivo, excitante ou tranquilizador. Finalmente, um executivo, o eu, aparece para fazer escolhas e acionar as alavancas do comportamento. Cada uma dessas características descarta algumas informações no sistema nervoso, definindo as vias principais da consciência de acesso. E cada uma desempenha um papel definido na organização adaptativa do pensamento e percepção para atender à tomada de decisões e ação racionais... "

"... Nossa percepção imediata também não recorre exclusivamente ao nível superior de representação. Os níveis superiores - os conteúdos do mundo, a substância de uma mensagem - tendem a permanecer na memória de longo prazo dias e anos após uma experiência, mas enquanto ela está ocorrendo nós percebemos as visões e os sons."

"... Não é difícil descobrir as vantagens da percepção do nível intermediário... Os níveis inferiores não são necessários, e os superiores não são suficientes... Porém, como ocorre na visão, o resto da mente também não pode satisfazer-se apenas com o produto final - neste caso, a ideia principal de quem fala. A escolha das palavras e o tom de voz contêm informações que nos permitem ouvir nas entrelinhas.
     A próxima característica digna de nota na consciência de acesso é o foco de atenção... A psicóloga Anne Treismann concebeu algumas demonstrações simples, hoje clássicas, de onde termina o processamento inconsciente e começa o processamento consciente."

Como a mente funciona, de Steven Pinker.





Sartre

"Sartre é contrário a um tipo de materialismo que coloca o homem como um objeto, pois isso o descaracteriza. Ele pensa numa doutrina que tem por base, como única razão de ser, o indivíduo, a subjetividade individual - o único fundamento que se deve procurar é o homem enquanto não objeto. O existencialismo e o marxismo convergem assim na configuração de um novo humanismo."

Filosofia, Ciência e Vida. 126. Editora Escala.




terça-feira, 9 de outubro de 2018

Sociopolítica

"... Em oposição à ideia da abordagem imparcial e universal da psicologia, Martin Baró concluiu que os psicológos deveriam levar em conta o contexto histórico e as condições sociais das pessoas em estudo. Para ele, é verdade que alguns problemas mentais refletem reações anormais a circunstâncias razoavelmente normais, mas os problemas específicos de grupos oprimidos e explorados costumam refletir reações normais e compreensíveis às circunstâncias anormais. Martin Baró concluiu que os psicólogos precisavam atentar mais às consequências de contextos sociais problemáticos sobre a saúde mental, bem como ajudar a sociedade estudada a superar o seu histórico de opressão...
      Os psicólogos dessa corrente consideram que a psicologia tradicional tem muitas limitações. Muitas vezes não é capaz de oferecer soluções práticas aos problemas sociais; grande parte de seus princípios foi elaborada a partir de condições artificiais de países ricos e, portanto, dificilmente podem ser traduzidos para situações diferentes; costuma ignorar qualidades morais humanas, como esperança, coragem e comprometimento; e sua principal meta aparentemente é maximizar o prazer, em vez de se preocupar em despertar e orientar o desejo por justiça e liberdade...
     ... Aborda o uso da psicologia como ferramenta de manipulação política e de guerra, o papel da religião no embate psicológico e o impacto de traumas e da violência sobre a saúde mental... Martin Baró concluiu que os problemas de saúde mental que surgem em determinado contexto são reflexos da história local, bem como do ambiente social e político em questão, e que os indivíduos devem ser tratados com esses fatores em mente."

     "No entanto, para entender e tratar distúrbios mentais, o psicólogo deveria compreender o ambiente sociopolítico de seus pacientes e objetos de estudo. Traumas devem ser analisados sob a perspectiva da relação entre indivíduo e sociedade."

O Livro da Psicologia. Editora Globo.



Interpretação1 - O Acessório e o Principal no Caso Master - Folha de São Paulo

  Interpretação do texto O Acessório e o Principal no Caso Master da Folha de São Paulo