Comentário sobre o livro Desigualdade - O que pode ser feito? De Anthony B Atkinson
Desigualdade - O que pode ser feito?
Um pouco dos pensamentos filosóficos do escritor Marcusvinicius... Autor do romance: Janelas Nocivas, Editora Pandorga, São Paulo, 2014. Autor do romance: Superegos, Mundo Editorial, São Paulo, 2013. Autor de filosofia: Invisível - Ensaio sobre a existência de Deus através da razão, Editora Pandorga, São Paulo, 2015. Bacharel em Desenho Industrial pela Universidade do Estado de Minas Gerais. Mais de 1.000 livros vendidos pela Editora Pandorga.
Comentário sobre o livro Desigualdade - O que pode ser feito? De Anthony B Atkinson
Desigualdade - O que pode ser feito?
Uma pequena sinopse do livro Televisionamento - A era da sociedade hipnotizada.
"Nos anos 1960, a arquitetura modernista parecia incapaz de lidar com as complexidades do capitalismo recente. Os grandes ideais de implementar uma mudança social impondo uma ordem ambiental universal tinham fracassado. Bem como a noção de que inovações tecnológicas levariam à salvação da humanidade. O modernismo sobreviveria, mas só depois de perceber que suas ambições totalitárias não se sustentavam. Sua evolução dependeu de se adaptar às novas circunstâncias."
Tudo Sobre Arquitetura. Sextante.
"... Essa mudança na tributação local foi um dos elementos que definiu a virada da desigualdade da década de 1980. A mudança para um princípio de benefício a partir de um imposto vinculado à capacidade de pagar foi um passo na direção de uma maior desigualdade. Se nosso objetivo é assegurar uma sociedade menos desigual, uma clara contribuição pode ser feita ao se levarem as finanças públicas do Reino Unido de volta a uma tributação de acordo com um princípio que valorize mais a justiça social."
Anthony B. Atkinson.
"... Os setores que se baseiam fortemente em profissionais sem qualificação se veem cada vez mais inaptos a concorrer, e os empregos são perdidos ou terceirizados para países com menores salários."
"... A partir daí, podemos tirar duas conclusões políticas. Uma delas deriva imediatamente dessa análise. Elevar o nível de capacitação da força de trabalho torna o país mais capacitado a se beneficiar da globalização. Haverá mais beneficiados e menos prejudicados. Um país com uma força de trabalho mais bem capacitada pode de fato ser totalmente especializado na produção de um produto ou serviço avançados."
"... Se o avanço técnico está associado a técnicas específicas de produção, as possibilidades que se abrem para gerações futuras dependem das escolhas não só sobre pesquisa, mas também sobre que bens e serviços produzir e como produzi-los. As decisões de produção de hoje têm consequências de longo prazo..."
"... Nem podemos ignorar a extensão à qual as atividades sindicais agora são dominadas por uma estrutura legal que se tornou cada vez mais hostil, e que a tendência em décadas recentes tem sido a de reduzir os direitos dos trabalhadores..."
"... A condição sob as quais robôs, ou outras formas de automação, são usados para suplementar o trabalho humano depende, como é de se esperar, dos custos relativos de trabalho e capital. Há um valor crítico da proporção do salário em relação ao custo do capital no qual o uso de robôs se torna econômico... Em seu estudo sobre a suscetibilidade futura à informatização dos empregos nos Estados Unidos, Carl Benedikt Frey e Michael Osborne concluem que 47% de todos os empregos nos Estados Unidos estão na categoria de alto risco, o que significa que essas ocupações serão potencialmente automatizáveis nas próximas décadas."
"... Em vez disso, o objetivo é reduzir a desigualdade abaixo do nível atual, na crença de que esse nível é excessivo..."
"... Se estamos preocupados com a igualdade de oportunidades de amanhã, precisamos nos preocupar com a desigualdade de resultados de hoje."
"... Há motivos intrínsecos que o nível atual da desigualdade é excessivo. Esses motivos podem ser enquadrados em termos de uma teoria mais ampla de justiça... Como colocado por Hugh Dalton, economista britânico e ministro das Finanças do Partido Trabalhista no pós-guerra, transferir uma libra de uma pessoa rica para uma pessoa menos abastada, permanecendo todo o resto em condições normais, reduziria a desigualdade e aumentaria a soma da utilidade para a sociedade como um todo."
"... Mais radical do que Rawls nesse sentido foi Platão, que expressou a visão de que ninguém deveria ser quatro vezes mais rico do que o membro mais pobre da sociedade. Nessa visão igualitária, a desigualdade importa em termos de distância entre rico e pobre, e pode ser um motivo para agir, mesmo quando não haja nenhum ganho para os mais pobres."
"... A implicação é que questões de distribuição não são de interesse central para economistas. Na verdade, alguns economistas mantêm a visão de que sua profissão não deveria se preocupar de maneira alguma com a desigualdade. Isso foi expresso de modo convincente pelo vencedor do Prêmio Nobel, Robert Lucas, da Universidade de Chicago: Das tendências que são prejudiciais para a economia lógica, a mais sedutora, e em minha opinião a mais venenosa, é focar em questões de distribuição... Importa muito o fato de algumas pessoas poderem comprar passagens para viajar pelo espaço enquanto outras fazem fila em bancos de alimentos."
Desigualdade - O que pode ser feito? De Anthony B. Atkinson.
"Isso mostra que todas as cinco são muito úteis em relação ao corpo. Até mesmo a tristeza é de alguma forma anterior e mais necessária que o amor, porque importa mais repelir as coisas que prejudicam e podem destruir do que adquirir aquelas que acrescentam alguma perfeição, sem a qual se pode subsistir."
"É por isso que devemos servir-nos da experiência e da razão para distinguir o bem do mal e conhecer seu justo valor, a fim de não tomarmos um pelo outro e não nos entregarmos a nada com excesso."
"Desse modo, se não tivéssemos corpo, eu ousaria dizer que não poderíamos nos abandonar demais ao amor e à alegria, nem evitar demais o ódio e a tristeza. Os movimentos corporais que os acompanham, contudo, podem ser todos nocivos à saúde quando forem muito violentos e, ao contrário, ser úteis a ela quando forem apenas moderados."
"Mesmo quando forem igualmente mal fundadas, a alegria é usualmente mais nociva que a tristeza porque esta, infundindo certa retenção e certo receio, predispõe de alguma forma à prudência, ao passo que a outra torna inconsiderados e temerários aqueles que se abandonam a ela."
"Quem quer que tenha vivido de tal maneira que sua consciência não possa recriminá-lo de nunca ter deixado de fazer todas as coisas que julgou serem as melhores (que é aquilo que chamo aqui seguir a virtude), recebe com isso uma satisfação que é tão poderosa para torná-lo feliz, que os mais violentos esforços da paixão nunca têm poder suficiente para derrubar a tranquilidade de sua alma."
As Paixões da Alma. René Descartes.
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