"... Em vez disso, o objetivo é reduzir a desigualdade abaixo do nível atual, na crença de que esse nível é excessivo..."
"... Se estamos preocupados com a igualdade de oportunidades de amanhã, precisamos nos preocupar com a desigualdade de resultados de hoje."
"... Há motivos intrínsecos que o nível atual da desigualdade é excessivo. Esses motivos podem ser enquadrados em termos de uma teoria mais ampla de justiça... Como colocado por Hugh Dalton, economista britânico e ministro das Finanças do Partido Trabalhista no pós-guerra, transferir uma libra de uma pessoa rica para uma pessoa menos abastada, permanecendo todo o resto em condições normais, reduziria a desigualdade e aumentaria a soma da utilidade para a sociedade como um todo."
"... Mais radical do que Rawls nesse sentido foi Platão, que expressou a visão de que ninguém deveria ser quatro vezes mais rico do que o membro mais pobre da sociedade. Nessa visão igualitária, a desigualdade importa em termos de distância entre rico e pobre, e pode ser um motivo para agir, mesmo quando não haja nenhum ganho para os mais pobres."
"... A implicação é que questões de distribuição não são de interesse central para economistas. Na verdade, alguns economistas mantêm a visão de que sua profissão não deveria se preocupar de maneira alguma com a desigualdade. Isso foi expresso de modo convincente pelo vencedor do Prêmio Nobel, Robert Lucas, da Universidade de Chicago: Das tendências que são prejudiciais para a economia lógica, a mais sedutora, e em minha opinião a mais venenosa, é focar em questões de distribuição... Importa muito o fato de algumas pessoas poderem comprar passagens para viajar pelo espaço enquanto outras fazem fila em bancos de alimentos."
Desigualdade - O que pode ser feito? De Anthony B. Atkinson.

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