sábado, 2 de junho de 2018

Funções Psíquicas

"A forma como o indivíduo interage com o mundo é derivada das quatro funções psíquicas: Pensamento, Sentimento, Sensação e Intuição.

     As funções psíquicas oferecem ao ego uma orientação básica no caos das aparências. Ele as definiu de maneira suscinta da seguinte maneira em sua obra O Homem e seus símbolos: Esses quatro tipo funcionais correspondem aos recursos óbvios através dos quais a consciência obtém sua orientação para a experiência. A sensação (isto é, percepção sensorial) nos diz que uma coisa existe; o pensamento nos diz o que é essa coisa; o sentimento nos informa se essa coisa é agradável ou não; e a intuição nos diz de onde ela vem e para onde ela vai."

Patrícia E. Santos.





Extroversão e Introversão

"Explica Jung em Fundamentos da Psicologia Analítica (Editora Vozes) Jung descreve que. Em sucessão harmônica, deveriam formar o ritmo da vida. Alcançar esse ritmo harmônico supõe uma suprema arte de viver. Para ele, nenhum ser humano é exclusivamente extrovertido ou introvertido. Ambas as atitudes existem dentro dele, mas só uma delas foi desenvolvida como função de adaptação; logo podemos supor que a extroversão cochila no fundo do introvertido, como uma larva, e vice-versa.
     Na Extroversão, a energia psíquica é canalizada para as representações do mundo exterior objetivo, e aplicada a percepções, pensamentos e sentimentos referentes a objetos, pessoas e animais, assim como as outras circunstâncias e condições ambientais, explicam Hall e Nordby. Dessa forma, o extrovertido possui sociabilidade, impulsividade, expansividade e fluência de expressão oral. Entretanto necessita se proteger para não ser dominado pelo universo exterior e se alienar de seus processos interiores.
     Na Introversão, a pessoa foca sua intenção no mundo interno de representações e impressões psíquicas. O introvertido se interessa pela exploração e análise de seu mundo interior; é introspectivo, retraído e muito preocupado com os próprios assuntos internos, dizem Hall e Nordby. Pode parecer aos outros distante, anti-social e reservado.
     Lessa descreve que a energia do introvertido flui primeiro para dentro, e então para a realidade externa. A sua postura geralmente é reservada com tendência à retenção de emoções. O perigo para essas pessoas é perder o contato com o mundo externo, por estar mergulhado em seu mundo pessoal.
     Uma pessoa pode ser extrovertida em determinadas ocasiões e introvertida em outras.

Patrícia E. Santos, Psicanálise.




Tipos Psicológicos

"Franz recorda que, em certa oportunidade, Jung disse que, tudo o que é bom é custoso. Requer tempo, requer paciência, e não há um fim para isso. Se ele pensava desta forma, presume-se que é muito natural que a sua influência no mundo tenha acontecido de uma forma morosa.
     A forma com que uma pessoa reage ao mundo se deve à sua herança genética, influências familiares e às suas experiências pessoais."

Patrícia E. Santos.




Cisão da Mente

"Winnicott associava a construção do Falso Self com uma casca de árvore: Então, o indivíduo desenvolve-se mais como uma extensão da casca do que do núcleo. O Self Verdadeiro permanece escondido, e o que temos que enfrentar clinicamente é o Self Falso, cuja missão é ocultar o Self Verdadeiro.
     O Falso Self surge como uma defesa natural, para que a criança possa adaptar-se ao meio ambiente social no qual ela vive. Ele vai suprir o Verdadeiro quando se fizer necessário funcionando como uma adaptação adequada ao meio ambiente.
     Winnicott inscreve na patologia do falso self, segundo Santos, um amplo leque de doenças, como as psicoses, os quadros borderline, a depressão e o suicídio. De um modo geral, nas enfermidades, incluindo-se aí as neuroses, encontram-se presentes os aspectos menos autênticos (mais falsos) da personalidade.
     Roudinesco e Plon explicam que o termo Falso Self foi criado por Winnicott em 1960, em um trabalho publicado Deformação do ego em termos de verdadeiro e falso self. Designava uma distorção da personalidade que consiste em enveredar, desde a infância, por uma vida ilusória (o eu inautêntico), a fim de proteger, através de uma organização defensiva, o verdadeiro self (o eu autêntico). O Falso Self, portanto, é o meio de alguém não ser ele mesmo de acordo com diversas gradações, que chegam até uma patologia de tipo esquizóide, na qual o Falso Self é instaurado como sendo a única realidade, com isso vindo expressar a ausência do Self Verdadeiro.
     No início de seus estudos sobre o tema Winnicott considerou que o Falso Self era uma característica exclusiva de pacientes portadores de patologias. Mais tarde ele concluiu que ele está presente em qualquer pessoa com gradações diversas.
     Com relação à saúde, o Falso Self teria como objetivo proteger e defender o Verdadeiro que permanece oculto. Ele tem como preocupação a busca de condições em que será possível o Verdadeiro Self assumir o seu lugar.
     Nos casos mais graves, o Falso Self substitui o Verdadeiro que se encontra tão oculto que parece não existir. Neste caso a visão que indivíduo tem de si mesmo, assim como a visão que os que o rodeiam tem dele, é a de uma casca que ele criou. Assim, há uma cisão da mente, há a doença."

Ricardo M. Silva, Psicanálise.




Self Verdadeiro

"O ser humano, para Winnicott, nasce como um conjunto desorganizado de pulsões, instintos, capacidades perceptivas e motoras que conforme progride, ao desenvolvimento vão se integrando, até alcançar uma imagem unificada de si e do mundo externo, explica Joviane Moura em Winnicott, principais conceitos.
     Quando a função materna falha, a criança sente a sua continuidade existencial (o ser) ameçada e procura substituir a proteção que lhe falta por outra, fabricada por ela própria. Assim da mesma forma que a criança constrói o Self Verdadeiro, ela também desenvolve, normalmente o Falso Self."

Ricardo M. Silva, Psicanálise.



O Verdadeiro e Falso Self

"Em 1964 na palestra realizada no All Souls College (Oxford), intitulada Crime um desafio, Winnicott destacou o conceito do Verdadeiro e Falso Self. Baseado na ideia de que todo ser humano tem essa divisão, ele afirmava que: Todos nós somos doentes. Ele dizia que, cada pessoa tem um self educado e socializado, e também tem um self pessoal privado, que somente aparece na intimidade. Isso é comum e pode ser considerado normal. Se vocês observarem, poderão ver que essa divisão do self é uma aquisição saudável do crescimento pessoal; na doença a divisão é uma questão de cisão da mente, que pode chegar a variar em profundidade, a mais profunda é chamada esquizofrenia.
     De maneira geral entende-se por self aquilo que define a pessoa na sua individualidade e subjetividade, ou seja, a sua essência. Na língua portuguesa o termo pode ser traduzido por "si" ou por "eu"... O self é a essência de cada um, é o eu e a integração da totalidade de si mesmo. Ele se forma segundo as teorias de Winnicott a partir de um ambiente suficientemente bom que possibilita o desenvolvimento de um self rudimentar que existe em cada um desde o nascimento.
     Para o psicanalista, o verdadeiro eu (Verdadeiro Self), é a sensação de estar vivo, de ter sentimentos espontâneos, ou seja, é a fonte do que é autêntico em uma pessoa, o ser real e criativo."

Ricardo M. Silva, Psicanálise.



Natureza Humana

"Em sua obra Natureza Humana, Winnicott afirmou: Os leitores habituados à leitura psicanalítica poderão ficar impacientes se considerarem um enunciado da teoria psicanalítica e o tratarem como se fosse uma formulação final que não deverá jamais ser modificada. A teoria psicanalítica está em permanente desenvolvimento, e deve desenvolver-se num processo natural e um tanto semelhante às condições emocionais do ser humano que esteja sendo estudado."


Ricardo M. Silva, Psicanálise.




Interpretando1 - Livro: Sorriso do Infinito - Revista Humanitas - Marcusvinicius de Oliveira

  Interpretando - Livro: Sorriso do Infinito - Revista Humanitas