quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Homem de Visão

O homem de visão panorâmica aceita tranquilamente o sofrimento e dissabores transitórios que lhe exijam a obediência das leis cósmicas, e então o homem é feliz, seja no gozo, seja no sofrimento.
     A imensa maioria da humanidade, porém, não tem essa visão da sua existência total; desobedece às leis cósmicas por causa de alguma satisfação pessoal momentânea, e estes homens são infelizes, mesmo em todos os seus gozos e prazeres.




Felicidade

É absolutamente certo que o homem, quando deixa o corpo material, continua a existir conscientemente, em outras regiões do cosmos, tão verdadeiramente como está vivendo agora no pequeno planeta Terra. A vivência terrestre é uma parcela insignificante da sua existência total.
     A felicidade não consiste em que o homem goze aqui todos os prazeres, a felicidade consiste em que o homem viva em perfeita harmonia com as leis cósmicas, que regem o universo inteiro e também a vida do homem.
    Estas leis exigem imperiosamente que o homem, mesmo aqui na Terra, viva em harmonia com a verdade, a justiça, a honestidade, o amor, a bondade, a fraternidade universal.




Realização Existencial

O homem da realização existencial é sempre feliz, mesmo sem o gozo do sucesso social.
O homem da frustração existencial é sempre infeliz, mesmo no gozo do sucesso social.
     É de suprema sabedoria do Eu realizar a sua existência, porque o destino supremo do homem é a sua felicidade. A felicidade é a única coisa que está sempre ao alcance dele.
     É este o fim da verdadeira educação: a realização existencial do homem, que é a sua felicidade.



Crise Existencial

A crise mais dolorosa do homem moderno é uma crise existencial, o homem de hoje sofre de uma caótica frustração existencial (ele não sabe o que é, o que quer ser, e muito menos sua função no mundo). Outrora, escreveu Chesterton, havia o homem perdido o seu caminho, hoje, porém, ele perdeu o seu próprio endereço. Não sabe mais qual o seu destino, qual a finalidade da sua existência, e nega até a existência de uma finalidade. O homem moderno perdeu a noção da sua existencialidade. Ou seja, ele não sabe o que quer ser, não sabe ser quer ser bombeiro, engenheiro, médico, músico, fazendeiro...

Educação do Homem Integral, de Huberto Rohden.




Educador e Educando

Não é verdade que o meio bom faça o homem necessariamente bom, embora lhe facilite ser bom.
     Se no educando não existe receptividade e ressonância propícia, o melhor dos educadores não pode educar ou converter o educando.
     Indiretamente, pode o educador despertar no educando potencialidades dormentes, que melhorarão a receptividade dele. Praticamente, toda a arte de educar consiste em descobrir e despertar no educando essas potencialidades dormentes.
     A análise do talento é meridianamente consciente, ao passo que a intuição é misteriosamente ultraconsciente. Essa intuição do educador pode ser cultivada e aperfeiçoada através de experiência e vivência, interna e externa.

          Educação do Homem Integral, de Huberto Rohden.





Auto-educação

A auto-educação é idêntica à auto-realização, que, como tal, não é da alçada dos poderes públicos, mas de iniciativa particular.
     A filosofia da auto-educação ou auto-realização seria a única. A base sólida para uma pedagogia eficiente. A única educação verdadeira é uma auto-educação, que é totalmente individual. Ninguém pode educar alguém. Alguém só pode educar-se a si mesmo.

     Educação do Homem Integral, de Huberto Rohden.



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Hypermodernidade

A seleção natural atua ao longo de milhares de gerações. Durante 99% da existência humana, as pessoas viveram da coleta de alimentos, em pequenos grupos nômades. Nosso cérebro está adaptado a esse modo de vida extinto há muito tempo e não às recentissímas civilizações agrícolas e industriais. Ele não está sintonizado para lidar com multidões anônimas, escola, linguagem escrita, governo, polícia, tribunais, exércitos, medicina moderna, instituições sociais formais, alta tecnologia e outros recém-chegados à experiência humana.



Interpretando1 - Livro: Sorriso do Infinito - Revista Humanitas - Marcusvinicius de Oliveira

  Interpretando - Livro: Sorriso do Infinito - Revista Humanitas